{"id":1720,"date":"2022-04-16T01:16:57","date_gmt":"2022-04-16T04:16:57","guid":{"rendered":"https:\/\/lucianemonteiro.com\/?p=1720"},"modified":"2024-05-05T14:02:18","modified_gmt":"2024-05-05T17:02:18","slug":"a-outra-brecha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lucianemonteiro.com\/index.php\/2022\/04\/16\/a-outra-brecha\/","title":{"rendered":"A outra brecha"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lucianemonteiro.com\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/music-1428660_1280-1024x614.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1724\" width=\"512\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/lucianemonteiro.com\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/music-1428660_1280-1024x614.jpg 1024w, https:\/\/lucianemonteiro.com\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/music-1428660_1280-300x180.jpg 300w, https:\/\/lucianemonteiro.com\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/music-1428660_1280-768x461.jpg 768w, https:\/\/lucianemonteiro.com\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/music-1428660_1280-1140x684.jpg 1140w, https:\/\/lucianemonteiro.com\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/music-1428660_1280-600x360.jpg 600w, https:\/\/lucianemonteiro.com\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/music-1428660_1280.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption>Image by&nbsp;<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/users\/vladislav1989-2673529\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1428660\">vLADISLAV1989<\/a>&nbsp;from&nbsp;<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1428660\">Pixabay<\/a>&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando eu era crian\u00e7a, quase me afoguei no mar, arrastada por uma onda um pouco grande para uma menina de quatro anos. Nada muito grave, fora o susto e o assombro do que vi: uma janela. Sim, tenho certeza que era uma janela, mas ningu\u00e9m acreditaria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir dali,\u00a0 passei a buscar brechas no tempo, entradas disfar\u00e7adas em espa\u00e7os incompreens\u00edveis da exist\u00eancia. Basta um sopro inquietante no ar, um movimento diferente das folhas no ch\u00e3o, e sei que ela est\u00e1 l\u00e1: a brecha, esperando para ser descoberta. \u00c0s vezes, basta fechar os olhos e apagar a mente para o tempo que se move, movendo a alma para o tempo que se desfez apenas diante de n\u00f3s, mas se fixou no espa\u00e7o. Neste espa\u00e7o invis\u00edvel ao nosso ing\u00eanuo olhar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi assim que fiz minha primeira viagem para um tempo que n\u00e3o vivi, dancei com meu pai uma dan\u00e7a que n\u00e3o conheci, revivendo sensa\u00e7\u00f5es que me eram familiares: o amor!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tornei a abrir a brecha e fui parar no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Isle of Wight Festival<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em 1970, com The Doors tomando o palco. Quando vi, estava movendo os quadris ao som de \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Light my fire<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. Era um ritmo t\u00e3o envolvente que n\u00e3o precisava de qualquer entorpecente para me sentir entorpecida pelo prazer da dan\u00e7a. A experi\u00eancia foi intensa, e durou inacredit\u00e1veis treze minutos e quarenta e sete segundos. Recusei-me a voltar ao presente e, como estava em um ano que n\u00e3o vivi, avancei ainda mais longe e, desta vez, fui parar no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cavern Club<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em 1962, dan\u00e7ando com os Beatles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estava adorando estas viagens, embora durassem pouco. Por\u00e9m, a mais extasiante foi quando coloquei \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Call me<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d e respondi um novo chamado ao passado. O clima esquentou com \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">One day or another<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, mas se acalmou com \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Love is in the air<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. Foi, ent\u00e3o, que reconheci a escrivaninha de madeira na qual eu subia para fingir que estava numa pista de dan\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olhei ao redor, e um dos meus irm\u00e3os estava l\u00e1 com com seus amigos, mas n\u00e3o se incomodaram com minha presen\u00e7a. Ele ainda tinha os cabelos cacheados da moda e apenas dezessete anos. Que idade linda! Todos o adoravam, ele vivia inventando criancices que am\u00e1vamos. Era meu \u00eddolo, embora tenha me ensinado a ser passional e sofredora, a ponto de chorar com m\u00fasicas tristes at\u00e9 hoje. Aquele sofrimento bom e ruim ao mesmo tempo, sabe? Bem, s\u00f3 pessoas nost\u00e1lgicas, como n\u00f3s dois, entendem isso. Mas \u00e9ramos assim, nost\u00e1lgicos, infantis dos tr\u00eas aos trinta, e assim por diante, sem entender a necessidade de crescer.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Meu outro irm\u00e3o entrou no quarto minutos depois, com seus quinze anos e um disco do Michael Jackson na m\u00e3o. Ele era igualmente bonito, e eu j\u00e1 estava acostumada a ter novas amigas que se aproximavam de mim para se aproximar, na verdade, dele. Eu o amava, embora ele representasse todo o sofrimento que um irm\u00e3o pode causar a sua irm\u00e3 mais nova. Afinal, era ele quem me chamava de baleia quando eu engordei, mais tarde, na \u00e9poca da depress\u00e3o da adolesc\u00eancia. Era ele, tamb\u00e9m, que me esnobava sempre aparecendo com um aparelho de som melhor que o meu. Por\u00e9m, eu n\u00e3o era boazinha, brig\u00e1vamos como c\u00e3o e gato; eu partia para cima dele e, quando n\u00e3o dava conta, chorava para ele apanhar do pai.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E foi assim que crescemos: brigamos quase a vida toda, fic\u00e1vamos meses sem nos falar, mas nunca deixei de am\u00e1-lo. Nossa disputa me incentivava: eu pensava que, se ele tinha um diploma, eu tamb\u00e9m deveria ter. Se ele tinha um carro, eu tamb\u00e9m poderia ter, e assim por diante. A certa altura, eu desisti de disputar com ele porque ele sempre ganhou mais que eu, ent\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">deixei pra l\u00e1<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Depois crescemos, e tudo o que restou foi amor. Eu gostei de reencontr\u00e1-lo, durante essa brecha no espa\u00e7o e no tempo, porque, quando n\u00e3o est\u00e1vamos brigando, est\u00e1vamos nos divertindo com sua criatividade. Eu gostava dos seus discos e ele at\u00e9 traduzia algumas m\u00fasicas para mim.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse retorno ao passado me lembrou do dia em que meus irm\u00e3os inventaram de fazer uma montagem de \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">We are the world\u201d,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que ficou muito engra\u00e7ada. A letra era assim: \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">D\u00e1 um cobertor pra quem precisa. D\u00e1 um cobertor e um novo dia vir\u00e1 na sua vida\u201d.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> E tudo era levado muito a s\u00e9rio: cada um de n\u00f3s, com seu nome art\u00edstico, cantava a sua parte. A vida era t\u00e3o leve!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Opa, a festinha come\u00e7ou! Chegaram as amigas e amigos dos meus irm\u00e3os. Eu estava sempre ali, no quarto, querendo ser \u201cadulta\u201d no meio deles. Eles n\u00e3o se incomodavam com a minha presen\u00e7a, mas minha m\u00e3e ficava de olho, como um leoa, e logo me tirava de l\u00e1. Afinal, eu n\u00e3o era adolescente e nem podia pensar em namorar, j\u00e1 os meus irm\u00e3os e suas amigas n\u00e3o eram muito inocentes\u2026\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu n\u00e3o sei que corpo eu tinha, mas sentia-me com meu corpo de menina e comecei a dan\u00e7ar com eles. \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Billie Jean<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d no vinil e \u201ccuba libre\u201d circulando escondido. Foi m\u00e1gico relembrar o quanto nos divert\u00edamos. Eu n\u00e3o queria ir embora mais. Ficaria ali, viveria tudo de novo. \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Call me<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, agora, e um chamado do lado de fora da brecha. Tapei os ouvidos, queria curtir minha pr\u00e9-adolesc\u00eancia com meus irm\u00e3os adolescentes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro chamado. N\u00e3o, era s\u00f3 \u201cCall me\u201d agitando a festinha, disse a mim mesma, mas, ent\u00e3o, ela entrou no quarto, e eu paralisei. Era ela, com seu vestido vermelho de bolinhas brancas, sombra verde e rosa, t\u00e3o na moda naquela \u00e9poca, e o batom escuro que usava escondido da m\u00e3e. Era ela, distra\u00edda, tentando entrar despercebida na festinha, aproveitando-se do jogo de luz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era ela, era eu! Sempre querendo ser adulta antes de tempo e, no presente, querendo ser crian\u00e7a de novo. Sorri para mim sem saber se eu me olhava ou n\u00e3o, pois vi que entrou rapidamente e paralisou o olhar tamb\u00e9m. Por\u00e9m, logo em seguida ouvi a leoa rugindo atr\u00e1s da porta: saia j\u00e1 desse quarto!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Meu cora\u00e7\u00e3o palpitou exasperado. Ela, que era eu, olhou para tr\u00e1s, e eu tamb\u00e9m olhei na dire\u00e7\u00e3o da voz, mas n\u00e3o consegui ver minha m\u00e3e. Tentei alcan\u00e7\u00e1-la, s\u00f3 queria uma r\u00e1pida olhadinha. \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Call me<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. N\u00e3o, eu n\u00e3o podia voltar ainda, insisti para o tempo, consumida na brecha que me arrastava. Ent\u00e3o, escutei o chamado do presente mais uma vez, acordando, aflita, em meu quarto; ouvindo, ent\u00e3o, a propaganda do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">YouTube<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> se intrometendo na minha <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">playlist<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de m\u00fasicas antigas.<\/span><\/p>\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era ela, era eu! Sempre querendo ser adulta antes de tempo e, no presente, querendo ser crian\u00e7a de novo. 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